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CUT/Vox Populi: Lula lidera com 28% em São Paulo, governado há 23 anos pelo PSDB

Thumb lu Publicada em 20/12/2017, 10:44

A pesquisa Cut/Vox Populi divulgada na sexta-feira (15) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera não só no cenário nacional com 38% nas menções espontâneas, mas também no estado de São Paulo, governado há 23 anos pelo PSDB.

Com 28% das intenções de votos dos paulistas,Lula fica duas posições à frente do atual governador tucano Geraldo Alckmin, que conta com apenas 11%. Mais uma vez, as pesquisas mostram que Lula é o favorito do povo brasileiro, deixando os pré-candidatos da direita golpista a ver navios.

Não só no estado de São Paulo, mas Lula lidera com folga também no cenário nacional chegando a 45% na estimulada, deixando Alckmin ainda mais para trás em quarto lugar, com apenas 6%. Envolto em denúncias de fraudes como o “trensalão” e em meio a uma guerra interna no PSDB, Alckmin tem um desempenho sofrível neste levantamento.

A pesquisa

No plano nacional, em um cenário com cinco postulantes à Presidência, Lula lidera com 45% do voto estimulado, seguido por Bolsonaro (15%), Marina Silva (7%), Alckmin (6%) e Ciro Gomes (3%). Brancos e nulos somam 14%. Não responderam 11% dos entrevistados.

Em São Paulo, neste mesmo cenário, Lula lidera com 28% do voto espontâneo, seguido por Jair Bolsonaro (com os mesmos 15%) e Alckmin (11%). Marina Silva tem 5% das intenções de voto e Ciro Gomes, 2%. Brancos, nulos e indecisos somam 40%.

Em um cenário com dez candidatos na corrida presidencial em 2018, Lula lidera com 43% do voto estimulado em todo o País. Na sequência, vem Bolsonaro (13%), o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (7%), Marina Silva (5%), Alckmin (4%) e Ciro Gomes (2%).

O senador Álvaro Dias e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, figuram, cada um, com 1% das intenções de voto. Manuela D’Ávila e o empresário João Amoêdo não chegaram a pontuar. Brancos, nulos e indecisos totalizam 24% do eleitorado brasileiro.

Em São Paulo, nesse mesmo cenário de dez postulantes, Lula segue na liderança com 28% do voto estimulado. Na sequência, vem Bolsonaro (14%) e Alckmin (9%). Marina Silva e Joaquim Barbosa somam, cada um, 4% das intenções. Ciro Gomes tem 1% e os demais candidatos não chegaram a pontuar. Brancos, nulos e indecisos somam 40%.

No voto espontâneo, Alckmin também figura em terceiro lugar. No Brasil, Lula lidera com 38% das menções, seguido por Bolsonaro (11%), Alckmin e Marina Silva, com 2% cada um deles. Em São Paulo, o petista segue na dianteira com 26%, à frente de Bolsonaro (11%) e do governador paulista (5%). A ex-ministra Marina Silva segue em 2% das intenções.

Vox Populi consultou, de 9 a 12 de dezembro, 2 mil brasileiros com mais de 16 anos de idade, residentes em 118 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, em áreas urbanas e rurais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

 

Fonte: Agência PT de Notícias com CartaCapital


DataFolha confirma: Lula 2018 é imbatível na preferência do povo!

Thumb geisa1 Publicada em 31/01/2018, 12:15

A mais recente pesquisa Datafolhadivulgada nesta quarta-feira (31) pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’, confirma o que a meses já se sabe: quando o assunto é a preferência dos brasileiros e brasileiras e as intenções de voto para as Eleições 2018 Lula é imbatível e segue liderando com ampla vantagem sobre seus virtuais concorrentes.

Contra todos as dezenas de rivais testadas pelo instituto, Lula tem entre 34% e 37% dos votos no primeiro turno e ganha de todos também no segundo turno.

Quando confrontados com Lula, os virtuais presidenciáveis escolhidos pela mídia não têm a força eleitoral do petista. O segundo colocado, deputado Jair Bolsonaro (PSC), tem de 16% a 18% das intenções de voto. Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), aparecem empatados com entre 6% e 7%. Já Marina Silva (Rede) fica com entre 8% e 10%.

Com entre 47% e 49% de intenção de votos no segundo turno nos cenários estudados, Lula segue derrotando com ampla margem os nomes a ele contrapostos. Vence contra Alckmin (que teria 30%), Marina (32%), Bolsonaro (32%) e Ciro (32%).

O povo quer Lula na urna!

Divulgada uma semana depois do acórdão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que manteve a condenação do ex-presidente, a pesquisa mostra que, apesar da perseguição política, da condenação sem provas, e do que tentam fazer alguns juízes e desembargadores, o povo quer Lula na urna!

Tanto que o percentual de eleitores e eleitoras que afirma não saber em quem votar ou que declara voto branco ou nulo sobe de 16% para 28% caso Lula seja impedido de se candidatar. O número é dez pontos percentuais mais alto do que nos cenários em que o ex-presidente é estudado. E isso, destaque-se, não se da por conta de desconhecimento dos nomes sugeridos.

Em nenhum outro levantamento de intenção de voto para presidente já feito pelo instituto em ano eleitoral observou-se uma taxa tão elevada de brasileiros e brasileiras com a pretensão de votar em branco ou anular o voto. E o que acontece quando se exclui o nome de Lula da disputa.

Folha de S.Paulo

É por isso também que, sempre de acordo com o instituto, um candidato indicado por Lula também lideraria contra todos. Votariam com certeza em um candidato indicado pelo ex-presidente 27% dos eleitores, enquanto o deputado Jair Bolsonaro tem 18% das intenções de voto.

Nem mesmo os ataques político e midiáticos cotidianos conseguem eclipsar a força do legado de um governo que ousou pensar no povo, fez diferente e transformou a realidade de milhões de brasileiros e brasileiras.

Para o PT, não hã alternativa ou plano B. Lula é o candidato do partido. Recorrerá a todos os tribunais e lutará nas ruas e nas cortes contra a condenação injusta e espúria sem provas.

Ainda assim, a tentativa midiática de tirar Lula do páreo se ilustra também na impressionante lista de nomes apresentados como alternativa ou virtuais concorrentes. Extensa, inclui até apresentadores globais e ex-ministros, com nomes como Jair Bolsonaro (PSC), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Joaquim Barbosa (Sem partido), Alvaro Dias (Podemos), Fernando Collor de Mello (PTC), Manuela D’Ávila (PCdoB), Paulo Rabello de Castro (PSC), João Amoêdo (Partido Novo),  Guilherme Boulos (sem partido), Henrique Meirelles (PSD), Luciano Huck (Sem partido).

 

Perdendo força políticas pesquisa a pesquisa, o deputado Jair Bolsonaro parou de crescer especialmente após a divulgação de aumento de patrimônio da sua família desde o início de sua carreira política – fato de que têm conhecimento 34% dos entrevistados segundo o Datafolha. O parlamentar recorreu ao TSE para tentar barrar a publicação do resultado.

*

Foram realizadas 2.826 entrevistas pelo instituto Datafolha em 174 municípios brasileiros entre os dias de 29 e 30 de janeiro. Os resultados apresentam margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo.

 

Fonte: Agência PT de Notícias


MST mantém mobilização em defesa de Lula

Thumb mst Publicada em 02/01/2018, 10:27

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmou que vai manter a mobilização marcada para a semana de 24 de janeiro de 2018, data em que ocorrerá o julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Em nota, o Movimento afirma que não vai recorrer da decisão do juiz Osório Avila Neto, que proibiu a instalação de acampamento de Trabalhadores Rurais Sem Terra e a realização de manifestações nas proximidades do prédio do Tribunal na capital gaúcha, mas reafirma “a importância da unidade de trabalhadores e trabalhadoras e a legitimidade de promover suas livres manifestações de apoio político junto com outros movimentos populares, centrais sindicais e militantes de partidos políticos”.

Na decisão, motivada por um pedido do Ministério Público Federal à Justiça Federal, o juiz afirma: “defiro parcialmente a liminar pleiteada, para o fim de (a) que seja estabelecida área de isolamento para o trânsito e permanência dos manifestantes, correspondente à área formada pelo polígono entre as vias: Rua Edvaldo Pereira Paiva, Avenida Loureiro da Silva e Avenida Augusto de Carvalho; (b) proibir, imediatamente e até três (03) dias após o julgamento do recurso, a formação de acampamento no interior do Parque Maurício Sirotski Sobrinho (Parque Harmonia) e em seus terrenos e estacionamentos lindeiros ao parque e ao Tribunal Regional Federal e às instituições públicas situadas nas adjacências”.

Assinada pelo Procurador da República Max dos Passos Palombo, a ação do MPF baseia-se em um ofício enviado pelo subcomandante da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, coronel Mário Ikeda, ao presidente do TRF4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, respondendo a uma solicitação do mesmo a respeito de medidas de segurança envolvendo o julgamento em segunda instancia do ex-presidente Lula.

Neste ofício,  o coronel Mário Ikeda indica a necessidade de adoção de “medidas preventivas de segurança” visando assegurar o “adequado funcionamento do TRF4” durante o julgamento. O subcomandante da Brigada Militar assinala ainda que “o recurso referente à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganha contornos especiais pois o mesmo se encontra na condição de pré-candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores, inclusive figurando em primeiro lugar nas intenções de voto segundo diversos institutos de pesquisa”.

 

Fonte: pt.org.br


Dilma Rousseff: O ano da reconquista e da eleição livre

Thumb dilma Publicada em 02/01/2018, 10:10

Que 2018 seja o ano em que estaremos unidos pela recuperação do Brasil.

Que 2018 seja o ano da reconquista da democracia, da força do voto para garantir os nossos direitos.

Que em 2018 tenhamos uma eleição realmente livre. Livre de exclusões, livre de manobras políticas e judiciais com o objetivo de interditar candidatos.

Que em 2018 o presidente Lula possa concorrer. Que tenhamos força e unidade para construir um país melhor, ampliando de novo as oportunidades para todos, em uma sociedade sem intolerância, sem misoginia e sem homofobia.

Um país mais civilizado, com valores éticos e morais baseados na valorização da cooperação e não da concorrência; um país realmente democrático.

Um 2018 de conquistas e vitórias para todas as brasileiras e todos os brasileiros.

DILMA ROUSSEFF

Presidenta eleita do Brasil

 

Fonte: pt.org.br


“Nós vamos manter a candidatura do Lula até o fim” diz Padilha

Thumb geisa2 Publicada em 08/02/2018, 13:21

O vice-presidente do PT e ex-ministro Alexandre Padilha afirmou que o partido irá defender a candidatura de  Lula à presidência da República até o fim em entrevista ao site Huffington Post Brasil, publicada nesta quarta-feira (7).

“Nós vamos manter a candidatura do Lula até o fim. A gente não admite essa sentença com a inocência dele”, afirmou Padilha, reforçando que o voto em Lula está bem consolidado, apesar de “toda a pancadaria” que o ex-presidente sofre da mídia.

Ele também ressaltou que apesar do golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, a direita está fragmentada no Brasil. “Quem fez o golpe no País não conseguiu construir lideranças que mantenham as políticas do golpe. A única liderança que semearam e nasceu da intolerância é o [deputado federal Jair] Bolsonaro. Vão ter que se resolver entre eles”, afirmou.

Ele lembrou que candidatos como Geraldo Alckmin tem pouco a mostrar e muito a esconder, “com os cartéis de trem, das concessões rodoviárias, de todos os escândalos agora da merenda escolar”. Sobre o governador de São Paulo, ele ainda afirmou que “é uma figura que não tem projeto para o Brasil, o Brasil não é o estado de São Paulo”.

Padilha reforçou a violência de um potencial impedimento de candidatura de Lula, pois isso representa um ataque ao direito de voto de parcela expressiva da população brasileira.

“Se quiserem inviabilizar a candidatura do Lula, vão pagar o preço disso. Vamos fazer um debate muito intenso com a sociedade brasileira sobre a violência que querem cometer de impedir que o Lula participe das eleições. Para nós, está muito claro. O Lula não participar é tirar o povo do jogo, é permitir que o povo não jogue as eleições.”

Para 2018, Padilha também destacou a necessidade de uma ampla aliança de centro-esquerda e a necessidade de se eleger uma base sólida para o Congresso.

“Em 2002 chegamos a cerca de 90 deputados e nós queremos daí para mais, para atingir a maior bancada e para isso todo esforço de conversar com companheiros e companheiras que já foram candidatos a cargos majoritários, já tiveram outras posições, foram candidatos a governadores, senadores em outras situações poderem ser candidatos a deputados federais para ampliar essa bancada do partido”.

Leia a íntegra da entrevista

O ministro Gilmar Mendes, que presidiu o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), afirmou que se há uma certeza é de que um político condenado em segunda instância se torna ficha suja e terá candidatura barrada.

Alexandre Padilha: Quero ver eles barrarem. Nós vamos manter a candidatura do Lula até o fim. A gente não admite essa sentença com a inocência dele. Vamos manter até o fim, e eles vão ter que barrar se quiserem barrar e justificar porque estão barrando.

Vão ter que arcar com as consequências de barrar a candidatura de um homem que é inocente, por um crime que ele não cometeu, com a sentença absolutamente injusta. Mesmo se cometerem a violência de prendê-lo, ele vai ser nosso candidato. Dia 15 de agosto nós vamos registrá-lo como nosso candidato.

A expectativa é que o ex-presidente seja condenado novamente no caso do Sítio de Atibaia agora em março. Mais uma condenação não torna o processo ainda mais conflituoso?

Pode ser um conflito para o [o juiz Sérgio] Moro, para quem dá a condenação, condenando um homem sem crime cometido. Conflito para quem está fazendo isso. Para nós, está claro que há um conflito com as regras democráticas. A forma como os desembargadores do TRF-4 julgaram o Lula é absolutamente diferente da forma como eles julgaram os outros 154 processos.

A imprensa fez essa comparação. A comparação com os tempos de julgamento do Eduardo Azeredo, que teve a prescrição inclusive, e o tempo que foi para julgar o Lula em segunda instância…. É conflito para Curitiba, para quem está rasgando a Constituição, desvirtuando o processo do Código Penal.

Lula está em primeiro lugar, mas as outras candidaturas ainda não estão definidas. O PT teme que este cenário mude?

As outras candidaturas vão disputar entre elas. O voto do Lula está bem consolidado. Ter essa votação mesmo com toda pancadaria, toda perseguição que o Lula está sofrendo, mostra que é um voto muito consolidado, daí para mais.

Quando começar horário eleitoral e ele puder começar a se defender, a difundir o que ele vai fazer daqui para frente, a tendência é crescer mais ainda. Acho que as outras candidaturas disputam entre si, disputam outro nicho, o anti-Lula. Mais uma vez o fator Lula é decisivo nas eleições. As outras candidaturas passam por ele.

E como ficam as outras candidaturas da esquerdas?

Respeito todas elas, mas acho que elas não têm a musculatura que o Lula tem. No campo da centro-esquerda, respeitando as candidaturas que existem até hoje, vamos conversar muito, acho que não são candidaturas que têm a musculatura e a história que o Lula tem e a identificação com o povo brasileiro.

Acho que esse é o momento decisivo de união da centro-esquerda. O que está em jogo primeiro é impedir a continuidade do golpe. E o que pode impedir é justamente essa identificação popular que o Lula tem com uma parcela grande do povo brasileiro. As candidaturas, respeitando todas elas, não tem essa força popular, não trazem o povo para o jogo e para a disputa.

Vamos ter muito tempo para conversa ainda, teve uma unidade muito importante na defesa do direito do Lula ser candidato. Todos se manifestaram favoravelmente, mesmo que em tempos diferentes. Tem uma unidade em torno da reforma da Previdência, nós temos unidade contra a retirada dos direitos da aposentadoria pública, unidade em torno da retomada dos investimentos da saúde e educação.

Saiu um dado muito importante da redução dos investimentos em saúde e educação no país, aquilo que é a PEC do congelamento já acontecendo na prática, não só congelando, mas reduzindo os investimentos. Tem um terreno de unidade que precisamos semear cada vez mais.

No outro campo, do de quem fez um golpe, existe uma fragmentação entre eles. E acho que vai continuar fragmentado. Na verdade, quem fez o golpe no País não conseguiu construir lideranças que mantenham as políticas do golpe. A única liderança que semearam e nasceu da intolerância é o [deputado federal Jair] Bolsonaro. Vão ter que se resolver entre eles. Acho que vai ter muita disputa entre eles para ver qual deles consegue disputar com Lula.

Você disputou o governo de São Paulo com Alckmin, qual análise faz da decisão dele de querer concorrer ao Planalto?

É um governo vazio. O Alckmin tem muito pouco a mostrar para o Brasil dos 30 anos de governo do PSDB, o qual ele faz parte. Tem muito pouco a mostrar para o Brasil e muito a esconder, que é o esforço dele, com os cartéis de trem, das concessões rodoviárias, de todos os escândalos agora da merenda escolar.

Nesse tempo todo, ele tem muito pouco a mostrar. Acho que é uma figura que não tem projeto para o Brasil, o Brasil não é o estado de São Paulo. Para construir um projeto para o Brasil não pode ter o olhar só da Avenida Paulista nem do Palácio do Morumbi. Acho que esse que é o olhar limitado que ele tem sobre o País. Tem pouco a mostrar, muito a esconder, e o olhar deles para o Brasil, é um olhar limitado à Paulista e ao Morumbi.

No meio de 2016, após o impeachment, o PT tinha a meta de se unificar. Como ficou?

O PT tinha um desafio importante que era se unificar em uma estratégia única e comum para enfrentar o turbilhão que o Brasil vive. O Brasil vive um turbilhão do sistema político e tentaram transformar o PT no principal alvo desse turbilhão, embora esse turbilhão tenha atingido todos os partidos de todos os espectros, inclusive alguns com escândalos muito mais graves, mas tentavam fazer com que o PT fosse o único alvo.

Teve gente que decretou a morte do PT. Então, a primeira estratégia era se unificar em torno de uma estratégia comum para enfrentar esse turbilhão e acho que isso o PT conseguiu, se unificou em torno da candidatura do Lula, vai com ela até o final.

Se quiserem inviabilizar a candidatura do Lula, vão pagar o preço disso. Vamos fazer um debate muito intenso com a sociedade brasileira sobre a violência que querem cometer de impedir que o Lula participe das eleições. Para nós, está muito claro. O Lula não participar é tirar o povo do jogo, é permitir que o povo não jogue as eleições.

Segundo desafio era ter uma direção com uma postura mais ativa, mais presente, de conexão com a sociedade. Acho que isso a presidente Gleisi [Hoffmann, senadora pelo Paraná] está conseguindo de forma muito intensa.

Acho que tem um terceiro desafio agora que o campo da esquerda enfrenta: renovar um projeto para o País. Qual é a saída que inclua a maior parte do povo brasileiro para crise econômica, política e institucional que o País vive. O País vive uma crise econômica, da qual não saiu. O dado mais intenso para nós é a taxa de desemprego, ultrapassou 12%. A promessa de atração de investimentos, de recuperação de investimentos que o governo Temer e o PSDB fizeram não vem se consolidando.

Um dos exemplos é o cancelamento da assinatura do contrato do metrô aqui em São Paulo. Nós acreditamos que um país como o Brasil não tem chance de se desenvolver sem uma forte política de redução da desigualdade social ou regional, isso não é possível sem fortes investimentos em educação e saúde, é o contraponto do que o atual governo se propõe e o PT tem o desafio de juntar uma frente de centro-esquerda, uma frente bastante ampla que rebata esses temas também.

Queremos uma frente de centro-esquerda, uma frente ampla primeiro para recuperar o que o Temer tirou, mas também para enfrentar os temas que o País tem, como a segurança pública.

Achamos que temos o desafio de apresentar para o País uma proposta de segurança pública que não seja nem a inoperância do governo Temer e também não seja a tese do armamento do Bolsonaro, é possível fazer algo diferente a partir das experiências internacionais, das experiências bem avaliadas no País. Acho que esses são uns desafios que temos pela frente. E o PT, depois desse turbilhão, passa a ser o partido com 20% de preferência do povo brasileiro.

Mesmo no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT, esses dados não estavam bons. Para isso, teria que tomar algumas medidas, provavelmente impopulares…

O PT tem propostas para isso. Para a gente poder ampliar os recursos para educação e saúde, a gente precisa recuperar os recursos do pré-sal que o governo Temer retirou. Era um aporte importante de recursos e talvez seja o principal passaporte para o futuro brasileiro a correta exploração do recurso do pré-sal e como transformar essa riqueza mineral em uma riqueza humana.

Segundo, o Brasil precisa fazer uma reforma tributária. A classe média brasileira, os trabalhadores não podem continuar pagando a maior parte dos impostos no País, é preciso cobrar mais do andar de cima.

O Brasil precisa discutir seriamente imposto sobre grandes heranças, heranças milionárias que acontecem no País onde quem ganha não contribui em nada para o estado brasileiro, a contribuição é ínfima comparada a países da Europa, comparada até mesmo com os Estados Unidos.

Um dos quesitos fundamentais para a gente poder voltar a investir em saúde e educação é reduzir os impostos em saúde e educação e ampliar os impostos e recuperar mais recursos daqueles que sonegam e contribuem menos.

É preciso rediscutir taxação sobre atividades nocivas à saúde, imposto sobre cigarro, bebidas, agrotóxicos. é possível voltar a ampliar investimentos sem cortar direitos.

Essa tese de que para ampliar investimentos têm que cortar do aposentado, do povo mais pobre, nós já provamos que é possível ampliar políticas sociais, não jogando esse peso para a maioria do povo brasileiro. Pelo contrário, tem que jogar esse peso para quem hoje retém a maior parte da riqueza deste país.

Qual a meta do partido, além do Lula?

O centro da estratégia é a eleição do Lula e a gente poder fazer a maior bancada que a gente já fez. Em 2002 chegamos a cerca de 90 deputados e nós queremos daí para mais, para atingir a maior bancada e para isso todo esforço de conversar com companheiros e companheiras que já foram candidatos a cargos majoritários, já tiveram outras posições, foram candidatos a governadores, senadores em outras situações poderem ser candidatos a deputados federais para ampliar essa bancada do partido.

Nós queremos que o Lula governe, mas queremos que ele tenha uma bancada que permita que volte a ampliar os recursos para saúde e educação, que a gente retome o pré-sal para o povo brasileiro, com exploração por parte da Petrobras, que a gente acabe com a PEC do congelamento. Para poder fazer essas mudanças é preciso uma grande bancada.

Você acha possível refazer alianças históricas?

PCdoB, PSB, acho possível. Nunca foi tão necessário a união de todas as esquerdas. É muito importante essa união para combater a tentativa do Temer de acabar com a aposentadoria pública agora, para enfrentar que a política do Temer, do Alckmin, do [presidente da Câmara dos Deputados] Rodrigo Maia (DEM-RJ) e também para garantir o direito não só do Lula, mas de todos os seus candidatos. Nunca foi tão importante essa união das esquerdas e eu aposto nela.

 

Fonte: Agência PT de Notícias


Jeová Alencar é reeleito presidente da Câmara com apoio de petistas

Thumb elei%c3%a7%c3%a3o c%c3%a2mara municipal Publicada em 16/11/2017, 12:34

Após requerimento, apresentado pelo vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT), que pedia a antecipação, em 13 meses, da eleição na Câmara Municipal de Teresina, nesta quinta-feira, 16, por unanimidade, foi reeleito para o biênio 2019/2020 o vereador Jeová Alencar (PSDB).

O resultado, favorável ao requerimento apresentado pelo vereador Dudu (PT), não deve ter agradado ao prefeito da capital, Firmino Filho (PSDB). Segundo informações que circulam nos bastidores, o gestor municipal teria orientado a base aliada para não comparecer a eleição, pois sua intenção era indicar outro vereador para o cargo.

Segundo o vereador Dudu (PT), a antecipação da eleição teve a intenção de “evitar interferências externas, oriundas das eleições de 2018”, pontua. Quem também apoiou a reeleição de Jeová Alencar foi o vereador Deolindo Moura (PT), que passa a integrar a mesa diretora. 

Confira composição:

Presidente: Jeová Alencar (PSDB)

Vice: Major Paulo Roberto (SD)

2° vice Zé Nito (PMDB)

1° secretário  Fábio Dourado (PEN)

2° secretário Cida Santriago (PHS)

3° secretário Italo Barros (PTC)

4° secretário Deolindo Moura (PT)

5° secretário Dr Lázaro Carvalho (PPS)

6° secretário Venâncio (PP)

Corregedor: Enzo Samuel (PCdoB)

Ouvidor: Edilberto Borges - Dudu (PT)

Abaixo as listas dos parlamentares que compareceram a sessão e a de faltosos:

- Presentes

Caio Bucar (PSD), Deolindo Moura (PT), Dudu (PT), Enzo Samuel PCdoB), Fábio Dourado (PEN), Gustavo Gayoso (PTC), Gustavo Carvalho (PEN), Ítalo Barros (PTC), Joaquim do Arroz (PRP), Zé Nito (PMDB), Dr. Lázaro (PPS), Venâncio Cardoso (PP), Luís André (PSL), Major Paulo Roberto (SD), Cida Santiago (PHS), Teresa Britto (PV), Jeová Alencar (PSDB).

- Ausentes

Edson Melo (PSDB), Graça Amorim (PMB), Inácio Carvalho (PP), Joninha (PSDB), Luiz Lobão (PMDB), Marcos Monteiro (PRTB), Neto do Angelim (PSDC), Nilson Cavalcante (PTdoB), Pedro Fernandes (PRP), R. Silva (PP), Teresinha Medeiros (PSL), Valdemir Virgino (PRP), todos da base de Firmino Filho (PSDB).



Fonte: Geísa Chaves


Lula cresce mais e lidera em todos os cenários, aponta Datafolha

Thumb lulala Publicada em 04/12/2017, 09:51

A liderança de Lula na preferência do eleitorado continua alta, comprova a última pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (2).

A opção pelo ex-presidente se mostra cada vez mais sólida nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2018, crescendo nas simulações de segundo turno contra todos os adversários testados.

Nos cenários de primeiro turno, Lula mostra liderança de até 37% dos votos declarados, o que significa um crescimento de pelo menos 7 pontos percentuais em relação à medição realizada pelo mesmo instituto em junho, quando o ex-presidente alcançava 30% das intenções.

Ou seja, mesmo após a condenação injusta e sem provas pelo juiz Sérgio Moro, em julho, Lula continua a crescer aos olhos do eleitorado.

As informações demonstram reconhecimento popular da integridade do projeto político do PT para o país, que se sustenta a despeito dos ataques que o partido vem sofrendo e da injusta condenação proferida contra Lula.

Foram realizadas 2.765 entrevistas pelo instituto em 192 cidades do país entre os dias de 29 e 30 de novembro. Os resultados apresentam margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo.

Crescimento em todos os cenários do segundo turno

Quando colocado em uma disputa de segundo turno contra seus adversários, Lula apresenta expressiva vantagem sobre o segundo colocado em todos os confrontos propostos pela pesquisa.

O ex-presidente se fortaleceu, mostrando crescimento em cada uma das simulações, nas quais ganhou vantagem em relação às ultimas medições, ampliando sua vantagem na corrida presidencial.

Os números apresentados nas situações sugeridas de segundo turno foram: contra Alckmin, Lula venceria por 52% a 30%. Contra Marina, 48% a 35% e contra Bolsonaro 51% a 33%.

Os números a favor do ex-presidente mostram que seu legado resiste às agressões cometidas contra ele, além de comprovarem também uma resistência da população frente ao desmonte de direitos que a população sofre sob o governo Temer, que se utiliza de medidas que trazem somente retrocesso ao país, sendo fortemente denunciadas e renegadas por Lula.

 

Fonte: pt.org.br


Executiva Nacional do PT: Processo judicial contra manifestações é provocativo e acirra os ânimos!

Thumb nota2018 Publicada em 02/01/2018, 10:01

Em despacho na noite de quinta-feira (28), a Justiça Federal do Rio Grande do Sul acatou, em parte, pedido do Ministério Público Federal que limita a liberdade de manifestação das pessoas e dos movimentos sociais que desejam acompanhar o julgamento de recurso da defesa do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) na cidade de Porto Alegre, RS, marcado para o dia 24 de janeiro de 2018.

O pedido do MPF e a decisão judicial proferida criminalizam o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), colocando-o como réu em uma ação de cunho autoritário e antidemocrático. Atenta, assim, contra direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição da República Federativa do Brasil (1988) em vigor – art. 5º, IV e XVI – e o compromisso internacional de liberdade de manifestação assumido pelo País em 1992, ao ratificar o Pacto de San José da Costa Rica (1969). A criminalização dos movimentos sociais tem sido constante e sistemática no Brasil.

Os protestos e manifestações em defesa do Presidente Lula, contra a perseguição política sofrida por ele, mediante o uso de instrumentos jurídicos (Lawfare), bem como a acusação infundada de crimes inexistentes, sempre foram pacíficos e, mais do que isso, legítimos.

As manifestações sociais e populares não podem ser cerceadas, nem criminalizadas, muito menos confinadas para se fazer um jogo de “faz de conta” da democracia. Isso é arbitrariedade, abuso institucional, movido por interesses que atentam aos direitos do povo brasileiro.

“A praça, a praça é do povo. Como o céu é do Condor”, já proclamava Castro Alves

O PT, as forças políticas e sociais, não se calarão diante de manifestações sucessivas de ataque à democracia. Vamos denunciar nacional e internacionalmente essa tentativa de inibir o direito de livre manifestação e, também, de criminalização do movimento social.

Utilizaremos todas as medidas judiciais cabíveis e reafirmamos a grande mobilização popular em Porto Alegre, como em todo o Brasil, em defesa de eleições livres e do direito do maior líder popular brasileiro, líder também nas pesquisas de intenção de votos para a presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de reafirmar sua inocencia e de ser candidato nas eleições de 2018.

Brasília, 29 de dezembro de 2017

Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores

 

Fonte: pt.org.br


CUT/Vox Populi: Lula, o melhor e mais admirado presidente do Brasil

Thumb lula 2018 Publicada em 22/12/2016, 13:23

Para 43% dos brasileiros, Luiz Inácio Lula da Silva foi o melhor presidente do Brasil. O dado foi revelado em pesquisa  CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta-feira (22). Além disso, 33% dos entrevistados afirmaram admirar/gostar muito do petista.

Ainda de acordo com os dados, apenas 13% dos entrevistados escolheram Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como melhor presidente.

O levantamento aponta que 96% dos brasileiros responderam que ficaram sabendo que Lula foi indiciado pelos procuradores da Operação Lava Jato.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, os resultados da pesquisa CUT/Vox Populi mostram que “os brasileiros, mesmo os mais pobres e simples, têm discernimento, refletem e julgam racionalmente, não se deixam influenciar pela avalanche de denúncias sem provas e sensacionalismo da mídia conservadora”.

Para a CUT/Vox Populi, 56% dos brasileiros disseram que Lula fez mais coisas certas do que erradas (35%). E 58% dos entrevistados disseram que suas vidas melhoraram nos governos do PT.

 

Eleições 2018
Na mesma pesquisa divulgada nesta quinta, Lula está à frente de todos os concorrentes em todas as simulações feitas no primeiro e no segundo turnos das eleições presidenciais de 2018. Lula tem 31% das intenções de voto espontâneas.

Bem atrás do ex-presidente, vem Aécio Neves (PSDB), com 5%; Marina Silva (Rede-AC), 4%; o ex-presidente FHC, 3%; e Alckmin, com 2%.

Na estimulada, Lula também ganha de todos. Tem 37% contra Aécio, que atinge 13%; tem 38% contra Alckmin, que atinge 12%; Marina atinge somente 10%.

Nas simulações de segundo turno, Lula também está à frente de todos. Tem 43% contra Aécio (20%); 45% contra Alckmin (20%) e 42% contra a Marina, que tem 21% das intenções de votos para 2018.

A Pesquisa CUT/Vox Populi ouviu 2.500 pessoas com mais de 16 anos, em 168 munícipios brasileiros. A margem de erro é de 2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

*Da CUT


Datafolha: Eleitor rejeita políticos ligados ao projeto golpista

Thumb geisa5 Publicada em 05/02/2018, 14:09

Pesquisa divulgada pelo Insituto Datafolha nesta quarta-feira (31), em que o ex-presidente Lula figura como primeiro colocado em todos os cenários simulados, mediu também o índice de rejeição aos possíveis candidatos, ou seja, quais deles não receberiam de jeito nenhum o voto dos entrevistados.

O presidente ilegítimo Michel Temer continua sendo o mais rejeitado: 60% não votariam nele de jeito nenhum para a Presidência da República. Conhecedor da impopularidade de seu governo golpista, é pouco provável que Temer venha a se candidatar, evitando assim um vexame estarrecedor.

Outros representantes desta administração usurpadora, porém, estão entre os nomes cogitados para a disputa eleitoral.  Mas, como mostra a pesquisa, todos os políticos alinhados com o projeto neoliberal que tomou de assalto o país são rejeitados pela população.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), é um deles. Ele afirmou recentemente a órgãos de imprensa que tem ouvido muitos pedidos “do mercado” para que saia candidato. O Datafolha, então, incluiu seu nome em três cenários simulados. Em dois deles, o ministro do governo ilegítimo ficou com 1%. No outro, com 2%.

Os próprios partidos que usurparam a Presidência da República para implantar um projeto desnacionalizador, PMDB e PSDB, amargam a rejeição causada por seus atos. Enquanto o PT é o partido preferido da população brasileira, somente 5% dizem preferir o partido do presidente golpista. O desempenho tucano é ainda pior, com apenas 3% da preferência do eleitorado.

O instituto também mediu o chamado “poder de transferência” dos candidatos, a capacidade de gerar votos em um outro candidato por meio de seu apoio declarado.

O apoio mais rechaçado continua sendo o do presidente Michel Temer: 87% não votariam em um candidato a presidente apoiado pelo peemedebista, e 4% votariam com certeza neste concorrente, além de 8% que poderiam votar. Em novembro, o índice de rejeição a um candidato que tivesse o apoio de Temer era o mesmo (87%).

Outro que serve como “cabo eleitoral às avessas” é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).  A grande maioria dos eleitores (64%), não votaria em um presidenciável apoiado pelo tucano.

O povo quer Lula na urna!

Divulgada uma semana depois do acórdão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que manteve a condenação do ex-presidente, a pesquisa mostra que, apesar da perseguição políticada condenação sem provas, e do que tentam fazer alguns juízes e desembargadores, o povo quer Lula na urna!

Tanto que o percentual de eleitores e eleitoras que afirma não saber em quem votar ou que declara voto branco ou nulo sobe de 16% para 28% caso Lula seja impedido de se candidatar. Se somado ao número de indecisos, o total dos que deixam de escolher um candidato chega a 36%.

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Foram realizadas 2.826 entrevistas pelo instituto DataFolha em 174 municípios brasileiros entre os dias de 29 e 30 de janeiro. Os resultados apresentam margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR 05351/2018.

 

Fonte: Agência PT de Notícias


Lula: “Com a ajuda do povo posso consertar este país outra vez”

Thumb geisa1 Publicada em 07/02/2018, 11:39

Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (6) ao jornalista Geraldo Freire, da Rádio Jornal de Pernambuco, o ex-presidente Lula mais uma vez defendeu a atuação de uma Justiça imparcial e que a única maneira de tirá-lo do cenário político é durante a disputa eleitoral de outubro.

“Só há um jeito de me derrotarem: disputem as eleições comigo. Eu perdi três eleições e não reclamei. Não tentem ganhar no tapetão porque eu vou brigar até as últimas consequências”, afirmou.

Em cerca de uma hora, Lula discorreu também sobre temas como a relação com o Nordeste, as propostas para o futuro do país, as possíveis conciliações partidárias e os problemas da condenação sem provas imposta em segunda instância pelo TRF-4 no dia 24 de janeiro, em Porto Alegre.

Sempre tranquilo, Lula foi enfático ao dizer que o julgamento do caso triplex deveria ter sido baseado somente em provas. “Eu imaginava que quando eu fosse para a segunda instância ela serviria para corrigir os equívocos dessa injustiça. Eu fiquei pasmo quando vi na segunda instância os juízes mais preocupados em salvar a cara da mentira contada na primeira instância do que estudar os autos do processo e me absolver.”

Quando perguntado se ainda tentará recorrer da decisão, Lula foi claro: “Quando a gente é inocente, a gente não se curva. Quando a gente é inocente, a gente tem que ficar indignado. E eu sou um cidadão indignado”.

Para o ex-presidente, não se curvar a uma decisão agora vai além de fazer justiça. “De onde eu vim a gente tem honra. E se eu disser que eu respeito a decisão, a minha bisneta quando tiver 10 anos de idade vai me acusar de covarde”, completou.

A seguir, confira os principais trechos da entrevista:

Futuro político

“Eu tinha medo do segundo mandato. Eu sempre tive a preocupação de frustrar a sociedade de não poder fazer melhor do que o primeiro. E, com a ajuda de Deus e do povo brasileiro, eu consegui fazer o segundo mandato infinitamente melhor do que o primeiro. Nós conseguimos fazer com que o povo brasileiro recuperasse o orgulho de ser brasileiro. Recuperasse a autoestima. O Brasil passou a aumentar salário, a distribuir renda, a ter no comércio varejista um crescimento extraordinário, no setor de habitação um crescimento extraordinário, na construção civil, na indústria naval.”

Nordeste

“O povo nordestino, pela primeira vez, teve a possibilidade de não ser tratado como o lugar da mortalidade infantil, da fome, da evasão escolar. O povo nordestino passou a perceber que o Nordeste fazia parte o Brasil e que o progresso estava chegando na região.”

Novas propostas

“Eu tenho a consciência de que eu posso, com a ajuda do povo brasileiro, outra vez consertar este país. Fazer este país voltar a crescer, gerar renda, gerar emprego, gerar salário e não jogar a culpa da desgraça do Brasil em cima da legislação trabalhista ou em cima dos aposentados.

Porque, se fosse assim, no tempo da escravidão o Brasil seria maravilhoso. E não era. Então é preciso parar com essa bobagem, com essa cretinice de um certo tipo de gente da elite brasileira de que o povo tem que voltar a trabalhar como escravo, trabalhar por conta da refeição, receber apenas as horas que trabalha, não ter férias. Não é possível que a gente tenha gente pensando assim no Brasil.

“Quanto mais tranquilidade você der ao povo brasileiro, quanto mais chance de trabalhar, quanto mais chance de comer ele tiver, menos violência a gente vai ter, mais otimismo a gente vai ter e o país vai parar de ter este clima de ódio que está espalhado por todas as regiões do Brasil.”

Lei da Ficha Limpa

“A Lei da Ficha Limpa não foi feita para inimigos. Ela foi feita para o Brasil. Se eu tiver cometido um crime, eu não posso escapar dela ou de qualquer outra lei. A única coisa que eu quero é que eles provem o crime que eu cometi. Eu só quero que eles parem de mentir a meu respeito e mostre ao povo brasileiro qual foi o crime que eu cometi.”

Triplex

“Eu acabo de ser condenado por um apartamento que não é meu e que eu não comprei. O próprio juiz Moro reconhece que o apartamento não é meu, que não tem dinheiro da Petrobras, mas ele me condena e agora coloca em leilão. Sabe, são essas coisas absurdas que nenhum advogado de bom senso pode entender. Porque, se eu comprei este apartamento, tem que ter uma escritura. Tem que ter alguma coisa. A verdade vai prevalecer no final.”

Orgulho de ser brasileiro

“A palavra fugir não existe na minha vida. Eu sou cidadão brasileiro. Tenho orgulho de ser brasileiro. Escapei da fome até cinco anos de idade. Porque para um nordestino que nasce na miséria que eu nasci a chance de sobreviver é muito difícil e eu sobrevivi. Então eu vou encarar qualquer cidadão de cabeça erguida, mas eu tenho certeza, eu tenho fé que a verdade vai vir à tona.”

Auxílio-moradia

“Você não pode fazer um concurso, ganhar 30 mil reais e ganhar auxílio-moradia. Aliás, agora eu aprendi uma nova. O povo brasileiro que não tem aumento de salário, por favor, faça como o Moro: requeiram auxílio-moradia. Ou façam como os procuradores. Como é que pode alguém que ganha 30 mil por mês requerer auxílio-moradia?”

Futuro na Justiça

“Eu sou homem que aprendi ao longo da minha vida a não ter raiva. Eu durmo todo dia tranquilo. O que vai acontecer comigo só Deus sabe. Eu estou muito tranquilo. Moro no mesmo lugar há 20 anos. Vou continuar a dormir no mesmo quarto toda noite. Vou recorrer de todos os processos. Vou continuar acreditando no Poder Judiciário.

“Mas é importante saber que no poder Judiciário tem muita gente honesta e trabalhadora e tem muita gente que utiliza o seu cargo como se fosse um dirigente partidário. Se alguém quiser política, larga a profissão, entra num partido político e vai ser candidato a alguma coisa. O que eles não podem é tentar me destruir com mentiras.”

Ligação com Pernambuco

“Vocês sabem o crime que eu cometi em Pernambuco: fazer este povo pobre comer, fazer o pobre ter orgulho na vida, fazer ele se sentir cidadão ou cidadã, fazer gente da periferia de Pernambuco que jamais pensou em concluir o segundo grau estar fazendo universidade, fazer as pessoas terem trabalho com carteira profissional assinada, legalizar a vida das empregadas domésticas. Este é o crime que eu cometi. Ver a transposição do Rio São Francisco. Uma coisa prometida desde o tempo do Imperador e ninguém fez.”

Popularidade

“Eu tenho uma relação verdadeira com o povo brasileiro. Eu tenho uma coisa que eu dizia na porta de fábrica em 1978 e em 1980: a única coisa que eu tenho medo na vida é mentir para as pessoas que acreditam em mim. Esse compromisso eu fazia na porta de fábrica às 5 da manhã, 11 da noite, meio-dia. E eu não posso trair esse povo que um dia teve coragem e a consciência política de votar num metalúrgico, quase que analfabeto, acreditando que este metalúrgico poderia fazer por ele o que os doutores nunca fizeram. Por que o povo acredita em mim? Porque o povo sabe que eu não sou um presidente. Eu sou um deles.”

Perseguição política

“Qual o político que resistiria ao massacre de 12 anos que eu estou sofrendo? Qual político resistiria a mais de 35 horas de ‘Jornal Nacional’ fazendo matéria negativa, a mais de 60 capas de revista, a mais de mil páginas de jornais? Me diga, qual político resistiria?”

Próximos passos

“A única coisa que eu vou fazer na vida é provar que estou sendo vítima de uma injustiça e que o crime que eu cometi foi fazer que as pessoas do andar de baixo subissem um degrau, uma escada de justiça social. Este foi o grande crime e tem gente que não aceita.”

Sem raiva

“Eu não fico com raiva. Eu fico com pena. Eu conheço muitas histórias contadas por advogado de pessoas que são presas e a primeira coisa que eles recebem é uma orientação para falar do Lula. Qual é a grande mentira que eles contam? É que o Lula sabia. É como se fosse possível eu, aqui de São Paulo, saber o que você está fazendo.

“Um tempo atrás houve um processo sobre a venda de sentenças do poder judiciário. Sabe qual foi a defesa que absolveu os juízes? Que eles não poderiam saber o que estava acontecendo na sala ao lado. E eles querem que eu saiba o que está acontecendo no Acre, no Rio de Janeiro, na Bahia, em Pernambuco, na Bahia, no Sergipe.”

Relação com a imprensa

“Eu não sou censor. Eu acho que quem tem que censurar é o telespectador, é o ouvinte, é o leitor. A única coisa que eu vou propor é um processo de democratização dos meios de comunicação. Tentar criar condições para que os meios de comunicação sejam mais democráticos. Inclusive chamá-los todos para participar de um congresso ou uma conferência que eu quero fazer.

“E eu tenho dito: eu não quero uma imprensa como a cubana, como a chinesa. Eu quero uma imprensa como a inglesa, a americana, a alemã, em que o dono dos meios de comunicação não são donos da verdade. Ele não pode mentir. Ele não pode usar os meios de comunicação para fazer política para destruir alguns e beneficiar outros.”

 

Fonte: Agência PT de Notícias


Lula mantém liderança em última pesquisa de 2017

Thumb lula1 Publicada em 02/01/2018, 09:38

O ex-presidente Lula aparece na frente da disputa das eleições presidenciais de 2018, com 29,2% das intenções de voto, em uma pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas, a última realizada em 2017. Depois de Lula, estão os nomes de Jair Bolsonaro em segundo, com 21,1%; Marina Silva (Rede), com 8,6%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 7,9%, Joaquim Barbosa (6,8%), Ciro Gomes (PDT), com 5,2% e Alvaro Dias (Podemos), com 3,5%.

Os dados publicados pelo Instituto Paraná demonstram a liderança consolidada e em ascensão de Lula nas pesquisas realizadas ao longo de 2017, pelos mais diversos institutos do país. Em um cenário nacional de processos e julgamentos politizados com a intenção de impedir o ex-presidente de concorrer nas eleições, a resposta popular mostra amplo apoio a Lula.

O Instituto Paraná Pesquisas ainda perguntou aos eleitores qual seria o nome do candidato com mais chances de voto caso Lula não possa se candidatar. Neste caso, o nome da ex-presidenta Dilma Roussef aparece em primeiro lugar, sendo citada por 28,3% dos entrevistados.

A pesquisa foi realizada em 164 municípios brasileiros entre os dias 18 e 21 de dezembro, com participação de 2.020 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais. No site do instituto é possível conferir sua íntegra.

 

Fonte: pt.org.br


Bancada critica farsa judicial e reitera pré-candidatura de Lula

Thumb geisa3 Publicada em 07/02/2018, 11:55

A abertura dos trabalhos legislativos no Congresso Nacional na segunda-feira (5), foi marcada pela combatividade da oposição e pelo fiasco governista.

Sem a presença de Temer,  com pouco mais de 50 parlamentares da base presentes e em clima de velório, o representante do governo leu a mensagem oficial – um rosário de mentiras sobre a situação do País. Já a bancada petista, no plenário do Senado Federal denunciou o golpe, alertou para o desastre da economia, convocou o povo à luta e reafirmou o direito do ex-presidente Lula concorrer nas próximas eleições.

A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) destacou que os golpistas “estão apavorados com a nossa resistência, com a nossa firmeza, com a causa que nós temos”. “Se efetivamente são democratas, se acreditam na democracia que cultivaram, a partir do Pacto de 88, defendam que o Lula seja candidato”, questionou a presidenta nacional do PT.

“Além das regras constitucionais e legais estarem sendo rasgadas, o nosso povo está sofrendo: com o desemprego, com a fome e pela não retomada do crescimento econômico. Tudo o que foi prometido por quem está hoje no governo e não entregou.”

“Querem derrotar Lula? Derrotem Lula, pois é da regra do jogo dessa democracia que tivemos a partir de 88, mas nas urnas”, afirmou Gleisi Hoffman.

Já o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) deixou claro que o partido não tem nenhum “plano” alternativo ao ex-presidente. “Os senhores achavam o quê? Achavam que era isso? Condenava no TRF-4, iam dizer para o povo: ‘olha, Lula não é mais candidato.’ E nós íamos aceitar? Não, nós não vamos aceitar. O Lula continua sendo o nosso candidato”, disse.

Segundo ele, “nós não temos plano B. O Lula é plano A, B, C, D, E, F, G. Nós vamos insistir, inclusive porque o processo de candidatura da Justiça Eleitoral não tem nada a ver com o processo criminal”.

“Nós não vamos chegar aqui mansos neste início de trabalho. Nós estamos defendendo a democracia, nós estamos defendendo a legalidade democrática. São eles que estão rompendo.”

“Se, de fato, a maioria dos brasileiros não quiserem [Lula], nas urnas, ele vai aceitar o resultado. O que não pode é um jogo de cartas marcadas”, advertiu o senador Jorge Viana (PT-AC). “Começou com o impeachment, com uma desmoralização permanente. Chega agora em um julgamento que é uma farsa. É uma farsa”.

Para Viana, as pessoas dizem que temos que respeitar os juízes . “Eu respeito”, destacou ele, “respeito a Polícia Federal, o Ministério Público. Todos nós devemos respeito. São instituições. E mais ainda o Judiciário”, disse. “Mas acho que eles não estão se dando ao respeito. Eles é que estão desrespeitando as leis que nós fizemos, a Constituição que nós juramos e o próprio Judiciário”, informou Jorge Viana.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) acredita que a condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4, em Porto Alegre, naquele fatídico dia 24, foi a confirmação de algo que já havia sido anunciado pela imprensa.

Fátima afirmou que causa “indignação, mas, ao mesmo tempo, dói muito ver, repito, setores do sistema de Justiça do nosso País se prestarem a um papel desses: uma condenação de natureza exclusivamente política, que faz parte do script do golpe de Estado consumado em 2016, infelizmente, pela maioria do Parlamento brasileiro”. Fátima ressaltou que a condenação “não se sustenta do ponto de vista técnico, jurídico.”

A senadora Regina Sousa (PT-PI) registrou que, por onde anda, a população comenta sobre a parcialidade do Judiciário. “Aquele voto combinado dos juízes foi escandaloso! Um deles, praticamente, disse que não tinha lido o processo; ele disse que formou seu voto ouvindo os seus pares, sequer prestou atenção à defesa. Então, foi um teatro”, disse ela.

“A gente vai continuar. Para esse pessoal, a gente diz que vai continuar com Lula. Não tem plano ‘A’. Não tem plano ‘B’. De ‘A’ a ‘Z’, é Lula. Eles estão querendo ganhar por W.O., mas vai ser muito difícil. E a gente vai mobilizar o povo, coisa que eles não sabem. Aquelas camisas da CBF já sumiram, já se esgotaram”, informou Regina Sousa.

“Nós temos que denunciar inclusive internacionalmente, porque verdadeiros julgamentos de exceção estão acontecendo no Brasil”, sentenciou o senador Paulo Rocha (PT-PA). “E não venham pedir, para nós, comportamentos outros que não sejam a resistência e o confronto com essas injustiças que estão acontecendo em nosso País e a quebra da democracia”, reafirmou o senador.

“Somos agentes – a nossa geração – da construção da democracia brasileira e o que queremos é avançar mais ainda na construção de uma democracia plena e radical que assegure o direito para todos”, disse Paulo Rocha.

Por PT no Senado

 

Fonte: pt.org.br